13 de fevereiro de 2023
Entenda as principais mudanças na DCTFWeb
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Na hora de vender ou comprar produtos, principalmente em trocas com o exterior, é essencial estar atento à correta Classificação Fiscal de Mercadoria. Essa classificação trata-se de um código que auxilia as transações comerciais e ainda facilita a cobrança de impostos por parte do governo.
Neste artigo iremos falar mais sobre o que é a Classificação Fiscal, porque a sua empresa deve saber como escolher o código certo e quais problemas pode evitar com isso. Acompanhe.
Como falamos anteriormente, a Classificação Fiscal consiste em um código. Ele tem o objetivo de enquadrar os produtos de uma empresa em categorias, assim o governo consegue determinar quais são os tributos que devem ser pagos, além de ser possível identificar incentivos fiscais existentes.
Essa classificação ainda ajuda com as políticas de defesa comercial, a fim de acompanhar a valoração aduaneira e as normas do comércio exterior. E para as importadoras e exportadoras esse sistema auxilia na padronização dos produtos, facilitando as transações entre países.
Nas operações de comércio exterior a empresa precisa ficar atenta à Classificação Fiscal para não correr o risco de pagar os impostos incorretos. Portanto, ao classificar do jeito certo cada item, importadoras e exportadoras pagam as alíquotas adequadas, aproveitam os incentivos fiscais e ainda conseguem calcular o preço do frete.
Vale entender ainda que quem deve registrar a Classificação Fiscal de Mercadoria é a empresa que vende o produto. Até porque para classificar sem erros cada item é preciso levar em consideração os seus dados técnicos.
Existe um sistema de classificação específico para o Mercosul: a NCM, ou, Nomenclatura Comum do Mercosul. Ela foi elaborada com base no Sistema Harmonizado ou SH, e é a mais utilizada em todo o mundo.
A NCM é de responsabilidade da Organização Mundial do Comércio (OMC), sendo formada por oito dígitos. Os seis primeiros estão associados ao SH e os outros dois ao que o Mercosul exige. Já para determinar o código certo, é preciso consultar a Tarifa Externa Comum ou a Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados.
Como você pode verificar, a Classificação Fiscal é de extrema importância, trazendo os seguintes benefícios para a empresa:
Mesmo que não seja de propósito, classificar de modo errado um produto pode causar problemas. Entre eles, penalidades que prejudicam as operações da empresa, como as seguintes:
Portanto, é indicado que a empresa tenha procedimentos específicos. Um exemplo é contar com um cadastro com os principais códigos usados nas negociações. Também é prudente mantê-los atualizados, já que podem alterar com o passar do tempo.
Quando a empresa não realiza a Classificação Fiscal correta, a Receita Fiscal executa a desclassificação fiscal. Essa medida está prevista por lei, no artigo 711, inciso I, do Decreto 6.759/09, que se refere ao Regulamento Aduaneiro. Confira as principais multas envolvendo o sistema:
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